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“Raridade” e o “Documento Histórico” do Mês

A Direção Regional da Cultura, através da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, expõe a “Raridade” e o “Documento Histórico” do Mês, que estarão patentes ao público na vitrine da Sala de Leitura durante o mês de junho de 2026.
No âmbito das celebrações pelos 175 anos do Liceu da Horta, selecionamos como Documento um livro do arquivo do Liceu da Horta, que será o primeiro livro de matrículas deste estabelecimento de ensino, do ano letivo de 1852-53 (o ano letivo inaugural), dos alunos ordinários e voluntários.
Todas as matrículas foram registadas no dia 9 de dezembro de 1852, num total de 32 alunos da primeira cadeira, onde se inclui o pai de Marcelino Lima, então com 13 anos de idade, e 12 alunos da segunda cadeira.
A Raridade selecionada é “Escola de Habilitação para o Magistério Primário da Horta: relatório dos serviços effectuados nos annos lectivos de 1900 a 1901-1901 a 1902-1902 a 1903 apresentado ao Ill.mo e Ex.mo Sr. Conselheiro Geral d’Instrucção Pública” apresentada pelo barão de Roches (Horta, 1903).
Essa instituição de ensino, inaugurada a 3 de novembro de 1900, funcionava como uma extensão do Liceu da Horta, de vez que, para além das instalações também tinha em comum boa parte do corpo docente. Posteriormente, de 1945 a 1989 existiu Escola do Magistério Primário da Horta.
Simão de Roches da Cunha Brum (Angra do Heroísmo, 1865 – Horta, 1934), 2.º Barão de Roches, foi um distinto professor liceal, intelectual e político açoriano. Após frequentar o liceu na sua cidade natal, diplomou-se como bacharel em Matemática e Filosofia pela Universidade de Coimbra, em 1893.
Iniciou o seu percurso docente no Liceu da Horta, onde, após prestar provas de concurso em 1896, foi provido como professor vitalício do 5.º grupo — cargo que honrou até ao fim da sua vida. Paralelamente, dirigiu a Escola Normal e a Escola Primária Superior da Horta. Com a extinção destas duas instituições, assumiu o reitorado do Liceu a partir de 1921, liderando o estabelecimento de ensino em períodos particularmente complexos, como o pós-terramoto de 1926 e a sua efémera extinção em 1928.
Na esfera pública, destacou-se ao presidir por diversas vezes à Câmara Municipal da Horta. Encontrava-se no exercício destas funções aquando da histórica visita régia de 27 de julho de 1901, ocasião em que o rei D. Carlos renovou a seu favor o título de barão de Roches, com que o seu pai e homónimo fora agraciado em 1871.
A Direção Regional da Cultura informa que este e outros eventos estão disponíveis para consulta na Agenda Cultural do Portal CulturAçores, no seguinte endereço eletrónico: www.culturacores.azores.gov.pt